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O Universo da Informática

Ir∴ Edenilson Ismael Simoni
A∴ R∴ L∴ S∴ 31 de Março Nº 152

À G∴ D∴ G∴ A∴ D∴ U∴


Apesar dos computadores eletrônicos terem efetivamente aparecido somente na década de 40, os fundamentos em que se baseiam remontam a centenas ou até mesmo milhares de anos.

Se levarmos em conta que o termo COMPUTAR, significa fazer cálculos, contar, efetuar operações aritméticas, COMPUTADOR seria então o mecanismo ou máquina que auxilia essa tarefa, com vantagens no tempo gasto e na precisão. Inicialmente o homem utilizou seus próprios dedos para essa tarefa, dando origem ao sistema DECIMAL e aos termos DIGITAL e DIGITO . Para auxílio deste método, eram usados gravetos, pedras ou marcas na parede.

A partir do momento que o homem pré-histórico trocou seus hábitos nômades por aldeias e tribos fixas, desenvolvendo a lavoura, tornou-se necessário um método para a contagem do tempo, delimitando as épocas de plantio e colheita.

Tábuas de argila foram desenterradas por arqueólogos no Oriente Médio, próximo à Babilônia, contendo tabuadas de multiplicação e outras operações e acredita-se que tenham sido escritas por volta de 1700 a.C. e usavam o sistema sexagesimal (base 60), dando origem às nossas atuais unidades de tempo.

Passando pelo Ábaco, os Bastões de Napier baseado nos alogarítimos, a Régua de Cálculos, inventada pelo Padre Inglês Willian Oughtred, até chegarmos ao primeiro computador, o ENIAC passaram mais de 2000 anos.

O ENIAC - Eletronic Numerical Interpreter and Calculator, ou seja, "Computador e Integrador Numérico Eletrônico", foi projetado e desenvolvido  para fins militares, pelo Departamento de Material de Guerra do Exército dos EUA, na Universidade de Pensilvânia.

Era o primeiro computador digital eletrônico de grande escala e foi projetado por John W. Mauchly e J. Presper Eckert (que era um gênio em engenharia, pois quando tinha apenas 8 anos construiu um rádio a cristal e colocou-o num lápis).

Alguns dados do ENIAC 1946: - Totalmente eletrônico, 17.468 válvulas, 500.000 conexões de solda, 30 toneladas de peso, 180m² de área ocupada, 5,5m de altura, 25m de comprimento, além de um consumo de energia totalmente inviável, parecia mais um aquecedor do que um computador.

Com o desenvolvimento dos transistores e a miniaturização destes, chegamos rapidamente aos microprocessadores, que nada mais é do que um montão destes transistores em um único componente eletrônico. A evolução destes processadores, e da eletrônica em geral, aconteceram em um espaço curto de tempo em nossa história, quando comparada a outras tecnologias, como as das edificações ou a medicina por exemplo. Alguns cogitam que grande parte desta tecnologia não terrena, e foi retirada ou copiada com estudos realizados provenientes de uma suposta espaçonave extraterrestre caída nos Estados Unidos e resgatada pelo governo americano, coisa que até hoje ninguém provou.

Voltando aos processadores, vejamos alguns números:
Em 1979, o processador 8088 tinha 29.000 transistores, o 286 de 1982 tinha 134.000, o 486, 1.2 milhões, o Intel Pentium II 9.5 milhões, o Pentium 4 21 milhões, hoje o Quad Core com 731 milhões e de acordo com sites especializados em 2010, a Intel planeja lançar seu processador de 6 núcleos com nada mais nada menos do que 1 bilhão de transistores.

A questão "O que é um computador?" não é tão fácil de responder tanto quanto "O que é um televisor?" ou "O que é uma máquina de lavar?", porque o computador, ao contrário desses aparelhos. não se destina a um único uso. Computadores digitais, incluindo os que podem ser comprados por cerca de 350 dólares, são um tipo de máquina capaz de realizar uma grande variedade de tarefas, dependendo de como forem programados pelos usuários podem até controlar outras máquinas.

 A ideia de "programação" não é totalmente desconhecida nas casas modernas; afinal, aparelhos domésticos como a máquina de lavar e os fogões já são programáveis para executar muitas funções. Com um computador, porém, todas as funções da máquina podem ser modificadas - basta introduzir um novo programa para que ele passe, em minutos, de um processador de palavras para um jogo eletrônico ou para um controlador de sua conta bancária por você e as vezes por outros, que nesse caso torna-se um baita problema.

Basicamente um computador é uma máquina dividida em quatro partes. O processador compara-se ao cérebro, responsável por efetuar cálculos e dar destino a esses, se devem ser guardados ou não, a memória RAM, seria o mesmo que nossa memória de curto espaço, responsável por trazer da memória longa e auxilia o processador nas tarefas mais frequentes,  Internet, o hard disk, seria a memória de longo prazo, onde ficam arquivadas todas as informações que podem ser de curto ou longo tempo e os demais componentes como teclado e mouse e monitor, seriam como os olhos, ou ouvidos; e levam o nome de dispositivos de interface e interação humana.

As redes de computadores permitem a troca de informações entre máquinas, a partir dessa ferramenta, que se tornou viável o uso em empresas e a internet. Explicando simplificada mente a rede de computadores é como o sistema postal como conhecemos, cada casa tem um número e endereço, seu código postal, você é um cliente (usuário) que solicita um determinado arquivo, sua solicitação é entregue ao servidor que a localiza (agencia do correios) e faz o pedido a um outro servidor e devolve a resposta para o mesmo, que por sua vez entrega em sua casa, ou melhor, máquina, fazendo o caminho inverso.

A internet, sem dúvida é a umas das maiores se não a maior rede de comunicação global existente hoje na terra. Nasceu em 1970. Ela foi desenvolvida nos tempos da guerra fria com o nome de ArphaNet, para manter a comunicação entre bases militares mesmo que o Pentágono fosse apagado do mapa por um ataque nuclear.

Quando a guerra fria acabou ou melhor passou essa rede de comunicação militar, tornou-se inútil para as forças armadas que já não a consideravam mais mantê-la sob guarda, permitindo assim, acesso a cientistas e universidades assim por diante, se espalhando e se desenvolvendo com a ajuda de vários países entre pesquisadores, desenvolvedores, entusiastas, empresas, chegando a mais de 5 milhões de pessoas conectadas.

A internet no Brasil chegou bem mais tarde, somente em 1991, através da RNP (rede nacional de pesquisa), sendo fechada e subordinada ao MCT (ministério da ciência e tecnologia), sendo que até pouco tempo atrás nossos servidores principais estavam interligados com centros de pesquisa como Fapesp, universidades e laboratórios de pesquisas entre outros. Hoje essa realidade é outra, com a abertura de mercado, temos várias empresas investindo no mercado de tráfego de dados, o que ajudou muito na melhoria da qualidade de serviços oferecidos.

A internet ou rede mundial de computadores atingiu no final de 2005; 1 bilhão de usuário conectados regularmente. Os Estados Unidos é o país com maior números de usuários no mundo com cerca de 176 milhões de pessoas, seguido pela China com 111 milhões. A região que apresenta maior crescimento é a América Latina, com taxas de crescimento da ordem de 70%.

O Brasil continua sendo o país com maior tempo médio de navegação residencial por internauta, ficando a frente de países como França, EUA, Alemanha e Reino Unido. Nosso crescimento em acesso residencial gira em torno de 45% ao ano. O comercio eletrônico, com vendas de produtos e serviços, cresce em média de 11,5% ao ano. Em 2007 chegamos a marca de 26 milhões de terminais habilitados e ativos para acesso a rede. As compras realizadas via internet no Brasil aumentaram 40% em relação a 2006, somando um total de R$ 6,2 bilhões.

Segundo pesquisas a internet hoje é a fonte de informações mais consultadas no mundo. Se esclarece dúvidas a respeito de qualquer assunto, desde comerciais, médicos, governamentais e até mesmo religiosos e espirituais.

Promete-se de tudo na internet, desde sexo fácil, dinheiro, aumentadores penianos, e um mundo de outras coisas, tudo muito fácil e simples, basta pagar. Jornais, revistas, museus, cidades, pontos turísticos, tudo, absolutamente tudo está na rede, coisas boas e ruins também.

Sem dúvida hoje temos a maior e mais democrática ferramenta de comunicação do planeta, com alto índice de penetração. As empresas temem a internet, pois uma informação negativa da sua empresa na rede, chega a praticamente todos os consumidores, se espalhando com um vírus. Ela também diminuiu a distância que existia entre os fabricantes e seus consumidores, ajudando a resolver impasses comerciais entre as partes. Hoje você pode solicitar informações de qualquer produto, ou mesmo entrar em contato com a empresa diretamente pela internet.

 Ela se tornou tão importante que recentemente tivemos uma pane nos servidores de uma das empresas que provem este serviço e foi um Deus nos acuda. Sites fora do ar, delegacias e bombeiros sem comunicação com suas centrais, negócios atrasados e correspondências e notícias não entregues. Isso mais uma vez demonstrou que estamos a mercê da tecnologia que nos cerca.

O lado bom desta rede sem duvidas é o encurtamento de distancia entre as pessoas, pois se consegue conversar com um parente ou amigo muito distante a um custo muito barato. Mas ao mesmo tempo, acabamos por deixar em segundo plano as pessoas que estão mais próximas, acarretando em isolamento e resfriamento em nossas relações pessoais, ao ponto de algumas pessoas acabarem por viver em completo isolamento, transformando-se isso em patologia grave, com a necessidade de acompanhamento médico e muitas vezes até com medicações.

O vício acaba sendo uma praga e pode virar caso de saúde pública em breve. Na Coréia do sul 168.000 crianças necessitam de remédios e cuidados por causa de doenças causadas pela internet. Na China são 10 milhões de doentes. Perca de senso do tempo, imediatismo, atitudes antissociais, são os principais sintomas.

No Brasil um garoto foi internado com doença de internet, pois passava horas e horas na frente do micro e acabava fazendo suas necessidades básicas nas calças, para não parar seu jogo na internet. Em outro caso, uma criança assistiu ao assassinato dos pais, e no outro dia estava com seu comportamento emocional normal, o que indica a perda do senso de realidade, decorrente de horas e horas exposta a jogos virtuais. 

A supervisão dos pais torna-se necessário, pois essa poderosa ferramenta pode ser maléfica quando usada sem controle ou sem moderação. Vivemos diariamente de notícias de crimes cometidos pela internet, com o roubo de senhas e dados pessoais, desvio de dinheiro de contas correntes e o pior, a pedofilia infantil e juvenil, que são facilmente encontradas pela rede, e na maioria das vezes, muito difícil de se chegar aos responsáveis.  

Fala-se muito também em “Inclusão Digital”, ou seja, o acesso aos menos favorecidos a esse tipo de tecnologia. Iniciativas governamentais como o PC Conectado são louváveis, mas não é só entregar máquinas a baixo custo, a inclusão digital que almejamos significa, melhorar as condições de vida de uma determinada região ou comunidade através do acesso a informação e formação de pessoas capacitadas. Em termos concretos, incluir digitalmente não é apenas alfabetizar a pessoa em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores.  

O maior erro é achar que colocar as pessoas a frente de um computador e ensiná-las a usar o Windows e o editor de texto, é o suficiente para promover resultados. Muitas vezes vemos escolas com laboratórios sofisticados, com equipamentos de ultima geração, todo mundo saindo na foto no dia da inauguração, para depois serem abandonadas, sem profissionais experientes na área para realmente ensinar e explorar ao máximo as possibilidades de uso, e na maioria delas, não se encontram ao menos uma linha telefônica para conexão, quanto mais uma rede de alta qualidade.  

Um bom exemplo de inclusão digital vem de Honduras. Uma ONG instalou estações de trabalho em comunidades rurais, cujos computadores funcionavam por energia solar, já que não havia energia elétrica naquela área. Também não havia infra–estrutura de telecomunicações, ou seja, nada de telefones ou conexões à internet. Então começaram a usar conexão via satélite, cujo valor ainda é bem alto.  

Ocorre que toda a parafernália pode se tornar auto–sustentável, com a própria comunidade arcando os custos de manutenção. Após o pontapé inicial - ensinando as pessoas a usar as ferramentas e como tirar proveito delas - os agricultores e artesões começaram a vender seus trabalhos pela internet.  Jovens da comunidade ainda conseguem usar salas de bate–papo para ensinar espanhol a europeus.  

Outro exemplo é a Costa Rica, um país com a economia baseada em agricultura. Hoje, exporta mais circuitos integrados (chips) do que produtos agrícolas, uma situação impensável anos atrás. O país carrega o apelido de “República do Silício”, pois hospeda uma fábrica da Intel desde 1998.  

Na época, a gigante dos processadores sondou o Brasil, mas impostos e burocracia fizeram a empresa procurar outro lugar – informação confirmada pelo próprio presidente da Intel, durante sua última visita ao Brasil. Em 1999, os chips da Intel já eram responsáveis por metade dos 8,4% de crescimento no PIB e por 37% das exportações Costa Riquenhas. Uma façanha.  

Enfim meus Irmãos, poderíamos escrever um livro sobre o assunto e mesmo assim não abordaríamos todas as questões que envolvem esse mundo de possibilidades. Um mundo de soluções e problemas, que ainda vai se desenvolver infinitamente. Vamos aguardar, pois a velocidade de transformação com que as coisas acontecem. Novas tecnologias, novos equipamentos, somente estando antenado para acompanhar.  

Fonte de pesquisa: Sites especializados e artigos de terceiros.