Jurisdicionada à Sereníssima Grande Loja do Estado de São Paulo

hospitalaria - a beneficência maçônica


Na época da construção do Templo, erguido por Salomão em Jerusalém, foi criada uma coluna em miniatura que girava por entre as bancadas, recebendo as contribuições, a mão era introduzida pelo alto capitel, que a ocultava, havendo uma fenda no cimo do fuste para a passagem da oferta, naquela época os arquitetos denominavam “Tronco”.

A função caritativa da Maçonaria se tornou tão destacada que a ordem passou a ser identificada como filantrópica, se ouvia falar que a imagem da Maçonaria era Fraternidade e Caridade. Assim, a antiga coleta, que se fazia entre os sacerdotes foi estendida aos associados, passando a ser destinado ás obras piedosas da corporação ou da Loja.

Tronco é uma palavra que deriva do francês “tronc”. Em época mais remota o Papa Inocêncio III, criou o tronco dos pobres que era uma caixa que existia nas entradas das igrejas.

Era costume nas antigas “guildas” recolher contribuições dos que podiam ofertá-la, para socorrer os congregados, entre os quais se encontravam, todos os tipos de homens: senhores, trabalhadores e serviçais. A proteção se estendia às viúvas, órfãos, inválidos e servia até para defesa judicial dos membros. Essa tradição passou à Maçonaria.

Toda arvore é sustentada pela robustez de seu tronco, em cujo interior sobe a seiva alimentadora. O tronco é mais forte a medida em que, pelo passar dos anos, são acrescidos os anéis ou camadas, isto faz com que seja aumentado seu diâmetro e volume.

A função do Tronco de Beneficência é crescer sempre que exista necessidade de atender aqueles Irmãos mais necessitados ou seus familiares. O Tronco somente se fortalece a medida em que aqueles que contribuem o fizerem com o intuito de ajudar.

Ele nunca e suspenso o que é suspenso é o giro para reiniciar nas próximas reuniões. As administrações das Lojas devem ter em mente que o Tronco tem uma única finalidade, não fazendo parte do patrimônio da mesma, a tradição é de socorro e assistência a Irmãos necessitados suas viúvas e órfãos.Isto deve ser cumprido em primeiro lugar. Para isso o Irmão Hospitaleiro deve sempre reserva uma parcela do mesmo para eventualidades e urgências.

Propostas de Irmãos para que a Loja destine o Tronco a instituições profanas devem ser analisadas com muito critério é se for atendida não devemos nunca esquecer da reserva acima mencionada destinando-se para esse fim uma a menor parte do Tronco para as entidades assistenciais maçônicas e não maçônicas.

Tratando-se de uma coleta feita pelos Irmãos para um destino definido, deve-se evitar a divisão do mesmo, pois nenhum daqueles que receberem irão ficar satisfeitos.