Jurisdicionada à Sereníssima Grande Loja do Estado de São Paulo

 ordem da cavalaria chevalier
templarios do século xxi


os cavaleiros chevaliers


Chevalier é a mais alta honraria que um DeMolay ativo pode receber, mas que também pode ser concedida a Seniores DeMolay. Esta honraria é uma citação por atividade e trabalho destacáveis e notáveis em favor à Ordem DeMolay. O nomeado deve ter um mínimo de 17 anos de idade e tem que ser um membro em bom estado há pelo menos dois anos.

Esta honraria não pode ser requerida, e a nomeação é feita sem o conhecimento do DeMolay a ser distinguido. O voto unânime do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil na sua sessão regular é necessário para eleger o nomeado.

As recomendações devem ser feitas pelos Conselhos Consultivos ao Oficial Executivo da jurisdição, que retém os formulários de nomeação. As nomeações devem ser encaminhadas ao Oficial Executivo para registro. A cada ano uma taxa de nomeação é estabelecida pelo Grande Secretário do Supremo Conselho, a qual cobre o processo e os paramentos. A taxa deve ser submetida com o formulário de nomeação completo ao Oficial Executivo.

Os paramentos são distribuídos sob direção do Oficial Executivo, exceto o anel, que deve ser adquirido a parte.

A Cerimônia de Investidura deve ser realizada num prazo de até um ano após a data da eleição. A Cerimônia é pública, podendo ser realizada até mesmo fora de Templo.

Adaptado do Livro "DeMolay Leader's Resource Guide" por Chev:. Sir Marcelo HB Santos História da Organização retirado do livro "Hi, Dad!", de Herbert E. Duncan.

Prefácio introdutório:
Frank Shermann Land:
Clarence Barnickel: membro do Preceptório da Legião da Honra Mãe, de Kansas City, MO, EUA Gorman McBride: o primeiro Mestre Conselheiro da história da Ordem DeMolay Frank e Clarence conversavam a respeito da Legião da Honra. De acordo com o segundo, a cada ano os membros do Preceptório estavam se tornando mais velhos, mesmo os recém-iniciados "Você está certo, Clarence, a idade média daqueles que estão recebendo a Legião da Honra tem aumentado quando reconhecemos aqueles que eram DeMolays e durante os anos têm demonstrado a promessa de alcançar sucesso em suas vocações.
A idade média provavelmente vai aumentar enquanto você for envelhecendo; eu tenho notado isso. Tenho falado com muitos de nossos homens e nós sentimos que deveria haver um outro prêmio - talvez um Grau - para reconhecer DeMolays que demonstram liderança extraordinária". "É estranho," ele continuou, "que você tenha trazido isso nessa hora em particular. Lembra-se nos primeiros dias, cerca de 1920, alguns de vocês eram escolhidos para ajudar com as turmas de novos membros e para colaborar comigo. Para identificá-los como líderes, vocês usavam bonés amarelos em todas as reuniões?"
"Lógico que me lembro. Gorman McBride e todos os outros eram orgulhosos por esses bonés. Eles eram como os bonés usados pelos membros do Rito Escocês, apenas com cores diferentes."
Tio Land sorriu, "E do que nós os chamávamos? Lembra-se do nome escrito no chapéu?"
"Sim. Era 'Chevalier'!"

O Grau de Chevalier foi aprovado em 11 de abril de 1936. A honraria foi conferida aos membros da Ordem DeMolay que haviam realizado serviço excepcional e meritório à Ordem, que haviam atingido a idade de 18 anos (mais tarde mudada para 17) e que tivessem sido membros de um Capítulo por ao menos dois anos. Ninguém poderia requerer essa distinção. O voto unânime do Grande Conselho (mais tarde Supremo Conselho Internacional da Ordem DeMolay), na sua sessão regular, era requerido para que um nomeado fosse eleito para receber o "Grau de Chevalier".

Esse foi o primeiro Ritual escrito sem Frank Marshall. Frank Land tinha dado ajuda e orientação em todos os serviços rituais escritos anteriormente. Agora ele aceitava o desafio de escrever um Ritual para a apresentação desse novo Grau que como ele mesmo referiu, "o mais alto prêmio para relevante serviço DeMolay, sendo um presente do Grande Conselho. Apenas um prêmio, a Legião da Honra, para liderança fora de série e serviço à humanidade," ele escreveu, "ultrapassa essa distinção". O Ritual, muito mais curto que o da Cerimônia da Legião da Honra, contém um tom religioso mais profundo. Pela primeira vez num Ritual DeMolay uma grande porção das Escrituras foi incluída. Land era um mestre sobre a Bíblia, ele viveu sobre ela e a leu várias vezes durante seus períodos matutinos de contemplação e oração.

Ele incluiu as "palavras inspiradoras de Davi que cantou da segurança do Piedoso no nonagésimo primeiro capítulo dos Salmos". À essa crença a Deus, ele acrescentou, "aquela coisa sagrada chamada de Lar" e "aquele patriotismo que, enquanto faz saber todos os homens sobre seus direitos, ainda o faz atento aos direitos de todos os outros homens".

Era uma apresentação dramática do propósito que ele sempre tinha associado à Ordem DeMolay - amor a Deus; amor ao lar; amor ao país. O juramento, curto, breve e cheio de significado para os anos que viriam, concluíam com uma linha que continha o tema do Grau - "Eu ainda mais prometo e faço votos que eu, a cada dia daqui em diante, esforçar-me-ei para seu um homem melhor do que tenho sido até agora. Que Deus me ajude".

A figura geométrica do triângulo sempre foi uma parte da Ordem e agora, neste Grau, a figura do círculo foi introduzida, não apenas no anel colocado no dedo médio da mão esquerda mas também como o Grande Comendador no drama da cerimônia diz, "Meus Irmãos, vocês se ajoelharão formando um círculo ao meu redor". Com os designados ajoelhando a oração era feita e o cordão e o medalhão de um Chevalier era colocado sobre o pescoço e ombros assim que cada jovem se levantava e ficava em pé. Este círculo de companheirismo se tornou uma parte tradicional de muitos serviços de rededicação.

Nas alturas dos Rockies no Colorado (Estado dos EUA) sob a sombra do Pico Long, ou numa clareira nos altos pinheiros dos Smokies na Carolina do Norte, ou nas crateras das dunas de areia de Asilimar, Califórnia, os garotos nos Acampamentos de Liderança reuniam-se à noite, formavam um grande círculo ao redor de uma fogueira. Lá eles se libertariam para que assim pudessem ver apenas a noite, as estrelas, e o mundo no qual eles estavam sozinhos no limiar da aventura de suas vidas. Apenas a quietude -- e ainda como as palavras de Carruth era o puxão do desconhecido:

Como as marés numa praia crescente,
Quando a Lua está nova e magra,
Dentro de seus corações altos anseios,
Vêm brotando e agitando-se,
Vêm do oceano místico,
Vêm brotando e agitando-se,
Cuja borda nenhum pé já pisou,
Alguns de nós o chamam Dedicação,
E outros o chamam de Deus.

Então, assim que eles viravam seus rostos em direção ao fogo, eles descobriam a presença de seus companheiros. Eles não estavam sozinhos. Ombro a ombro eles ficavam em pé com os outros que os ajudariam através de todos os anos e haveria luz suficiente na escuridão para iluminar seus caminhos.

Um curioso acontecimento nos causou dúvida a quem foi o primeiro Chevalier. Land tinha acabado a pouco de escrever seu Ritual quando ele decidiu que dois dos jovens do Grupo da Sede deveriam passar pelo juramento. Ele chamou John McKibben e Jack Renick para virem a seu escritório. Ambos estavam no porão do edifício e como na história de São João, "Então eles correram ambos juntos; e o outro ultrapassou Pedro e chegou na frente". John ultrapassou Jack e se tornou o primeiro a passar pelo juramento de um Chevalier e o primeiro listado na investidura formal, mas Jack insistiu que cada um deveria entrar escritório de Tio Land quase ao mesmo tempo, no mesmo segundo.

Na primeira apresentação pública no Pequeno Teatro do Auditório Municipal de Kansas City, em 2 de junho de 1937, Land assumiu o posto de Grande Comendador ajudado pelos membros da Legião da Honra. Robes amarelo dourados foram usados e os cordões presenteados eram da mesma cor com um medalhão retratando Jacques DeMolay, o mártir.

O nome "Chevalier" foi bem escolhido. A Cavalaria sempre ocupou posição central na Ordem DeMolay e a tradução francesa da palavra portuguesa "Cavaleiro" é "Chevalier". Ambas as palavras vêm de uma origem comum que significa "montado a cavalo" sugerindo que o cavaleiro ou chevalier cavalgava numa batalha ao invés de lutar de pé como um soldado comum nas colunas.

Mais ainda, no xadrez, o "cavaliero" é representado como um cavalo que tem grande mobilidade e pode virar no ar, enquanto o "peão" como um soldado a pé pode apenas andar pesadamente adiante num caminho reto fixo. A palavra cavalo em português se torna a palavra "cheval" em francês. O título de Chevalier é geralmente mencionado nas histórias das Cruzadas, especialmente nos contos da Primeira Cruzada que foi majoritariamente uma expedição francesa. Esta Cruzada foi convocada pelo Papa Urbano II nos últimos anos do século onze assim que ele pregou na França com tais comoventes palavras que as multidões gritavam "Deus o quer" (Deus lo volt). Haviam grandes nomes -- Raymond, Godfrey, Bohemund, Filipe I, e Tancredo de Hauteville decrito como um típico chevalier, sendo bonito, sem temor, galante, generoso, amante da glória e da riqueza, e universalmente admirado por sua coragem.

Há uma descrição da cerimônia de investidura encontrado numa antiga inscrição inglesa que relata: "Ele que está para ser feito um Cavaleiro é atingido pelo príncipe com uma espada sacada sobre suas costas ou ombro, o príncipe dizendo, 'Soys Chevalier!' Quando o Cavaleiro se levanta o príncipe diz 'Avancez'." Land devia ter isso em mente quando ele concluiu a cerimônia da noite ao dizer, "A cada um de vocês que foi honrado pela Ordem DeMolay ao receber o Grau de Chevalier, eu digo, 'Levante-se, Chevalier' e avance sempre adiante a partir desta hora".